INSÍGNIA E LEMA

INSÍGNIA E LEMA
CONQUISTANDO OS CORAÇÕES SE VENCE A LUTA

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FARDA OU FARDO? - AQUÉM E ALÉM-MAR EM ÁFRICA

Livro escrito pelo Camarada Carlos Jorge Mota, relatando o seu trajeto militar, similar ao de tantos outros Camaradas, e cuja apresentação se realizou no Porto, no dia 12 de julho, às 17:30, na Casa da Beira Alta.

Trata-se da coletânea de Artigos inseridos na Mensagem postada neste Blogue intitulada FARDA OU FARDO?, mas enriquecida com outros relativos a vivências ainda na Metrópole, daí o nome incluir AQUÉM.

A cerimónia do lançamento do Livro pode ser visualizada no seu próprio blogue cujo endereço é:

carlosjorgemota-canojones.blogspot.pt


Carlos Jorge Mota

terça-feira, 24 de junho de 2014

PESSOAL DA "FERRUGEM" NA COUTADA DE MUCUSSO


                                                             De pé: "Ajax", Reis-mecânico, Boavista, "Penalti",Couto e Marques
                                                             Sentados: Novais, "Setúbal" (CT), Silva, Manuel António e Almeida
                                                             Deitado: Graciano Simões.
                                                             Ausentes: Carvalho, Egídio, Freitas, Orlando e Álvaro
                                                                              (este último por estar afeto a função diferente da sua especialidade de Condutor)                                                                             


             
Mário António Bento Boavista

segunda-feira, 9 de junho de 2014

CONDUTOR DE BERLIET EM TERRAS-DO-FIM-DO-MUNDO

Depois de vir da Coutada do Luengue, onde estive destacado com o Couto logo que chegámos à Coutada do Mucusso, fui escalado pelo Ex-Furriel Ventura para seguir com o nosso Ex-Capitão Santana, o Ex-Furriel Glória e mais alguns camaradas para rumarmos ao Mucusso e ao Dirico. Para fazer psicologia, chegados ao rio, eu coloquei a Berliet na jangada e sentei-me em cima do capô do motor. Quando chegámos mais ao menos ao centro do rio parte-se o cabo e lá seguiu ela pelo rio abaixo, alguns camaradas caíram à água ou atiraram-se e, se não estou em erro, o Fernando Simões deixou cair a arma, que nunca mais foi vista, mas, voltando ao assunto da jangada, conseguimos tirar a mulher e o filho do Soba que seguiam connosco. Ao chegar à primeira curva para a direita a jangada aproximou-se um pouco da margem e o Ex-Furriel Glória, como bom nadador que era (não fosse ele de Lagos), atirou-se à água com uma corda que eu trazia na cabine e que tinha sido deixada por um camionista na beira do rio. Aí eu segui-lhe os passos e conseguimos que a jangada ficasse presa na margem esquerda cerca de quase um mês, onde eu pernoitei sozinho quase todas as noites até ela ser retirada. Passado todo esse tempo conseguimos passá-la para a margem direita, com a ajuda dos barcos que tínhamos na Coutada, mas íamos perdendo um deles, quase que foi ao fundo, pois a força da água era tanta, porque estávamos próximo da entrada no rio Cubango, que vinha de Serpa Pinto.
Fiquei então destacado no Dirico com o ex-Cabo Costa e o ex-Furiel Temudo a fazer o reabastecimento de combustível do Calai para o Dirico. Até ao nosso regresso a Luanda eu fazia esse trajeto todos os dias, exceto ao domingo, sempre sozinho, e, numa dessas viagens de ida, pela madrugada, apanhei um daqueles sustos ao encontrar uma manada de elefantes com crias, na picada. Nessa noite tinha chovido toda a noitinha mas nem eu nem os elefantes queríamos sair da picada, mas eles levaram a melhor: fui eu que tive de fugir, uma vez que eles se agruparam e investiram contra a Berliet, não tendo eu outra alternativa senão ligar toda a tração e sair de marcha atrás através das espinheiras que obstruíam a saída, tendo depois muita dificuldade em seguir em corta-mato e não podia parar até arranjar uma nova entrada para a picada pois poderia ficar atolado. Aí valeu a experiência da vida civil e dos meses já cumpridos.
Só a título de curiosidade:  vim a saber que a Companhia que nos rendeu rebentou uma mina nessa mesma picada. Por essa razão, mais tarde, uma Companhia do Batalhão 4611 fazia o mesmo reabastecimento mas com escolta e eles tiveram o mesmo problema que nós, inclusive perderam uma viatura e algumas armas.
No Dirico, por vezes as coisas não corriam muito bem com o ex-Furriel Temudo pois ele não queria que se transportasse nenhum civil na Berliet, mas, como ele e o ex-Cabo Costa não saiam do Dirico para fazerem a viagem comigo, desconheciam o que se passava, mas eu tinha a certeza que no dia que eu tirasse os civis de cima da viatura ela iria imediatamente pelo ar, como, aliás, mais tarde aconteceu.







Mário António Bento Boavista

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PIADAS DE CASERNA I


In Jornal do Exército nº 133 de Janeiro de 1971

CUCA OU NOCAL?

E que tal, vai agora uma amargosazinha? CUCA ou NOCAL?

Tropa sem cerveja é como militar sem munições. Com o Tabaco é igual - para quem fuma.
Na Coutada de Mucusso, até recebermos os Frigoríficos a petróleo, "iam" pela goela abaixo, mesmo quentes. Uma grade diária era vulgaríssimo para alguns. Mas, mais garrafa, menos garrafa, todo o militar que se prezava deitava a sua garrafinha à boca, nem que fosse para matar ... o tempo, para além da sede.

Lembrando a nossa companhia quotidiana, pelo menos no Aquartelamento:




Carlos Jorge Mota