INSÍGNIA E LEMA

INSÍGNIA E LEMA
CONQUISTANDO OS CORAÇÕES SE VENCE A LUTA

quinta-feira, 29 de junho de 2017

FALECIMENTOS (V)

Acabei, aqui no Brasil onde me encontro presentemente, de receber um telefonema do Frade anunciando-me o falecimento há minutos atrás do "nosso Primeiro", Capitão Vilares, que, segundo informação que me foi prestada há momentos pelo Armador, com quem contactei telefonicamente, ocorreu no Hospital das Caldas da Raínha, em cuja Casa Mortuária ficará o féretro provisoriamente depositado, pois o Velório será feito a  partir de amanhã, cerca das 21:00, em Castelãos, Macedo de Cavaleiros, em cujo Cemitério será enterrado, no próximo sábado, de manhã, ainda em hora a determinar.

Mais um dos NOSSOS que nos deixa, 

QUE DESCANSE EM PAZ.


Carlos Jorge Mota

quinta-feira, 18 de maio de 2017

24ª CONFRATERNIZAÇÃO

Conforme deliberado na nossa última Confraternização, em Évora, a deste ano teve lugar em Pombal, mais concretamente no Manjar do Marquês, conjuntamente com a da Companhia-Irmã 2505.
Local com fácil estacionamento e de acesso rápido pois fica muito perto da A-1.
Após a sessão de fotograficas da praxe, guardou-se 1 Minuto de Silêncio em homenagem aos Camaradas que já partiram, ou em África ou após o nosso regresso, e por mim, Carlos Jorge Mota, no final, foi feita uma explanação da história do nascimento do agora mundialmente usado Minuto de Silêncio em honra de algo ou alguém.
Presente o então Capitão Carrilho e então Comandante de Companhia 2505, hoje Coronel-Médico na Reforma, que se congratulou por encontrar velhos Camaradas de ambas as Companhias que ombrearam as mesmas alegrias e vicissitudes.
Convívio franco e aberto, como é apanágio dos Combatentes de Portugal (porventura será igual em todo o mundo), ficaram as duas Companhias agrupadas por mesas com alinhamento separado.
O João Merca e o Zé Simões saudaram todo o pessoal, na qualidade de organizadores habituais destes Encontros, em nome da sua Companhia, ao que eu, Carlos Jorge Mota, em nome da Companhia de Caçadores 2506, retribuí.
Fez-se a narração das razões de ausência dos Camaradas que telefonaram a indicá-las e foi dada  a informação formal do falecimento, no ano passado, do Camarada Jerónimo Candeias, cuja comunicação já tinha sido exposta aqui no Blogue.
Por mim foi sucintamente transmitido o teor duma conversa telefónica de cerca de 30 minutos que havia sido feita com o Médico Dr. Eduardo Xavier da Cunha, localizado através do Facebook pelo Boavista, e que ficou radiante por poder trocar impressões connosco, lembrando episódios ocorridos na Coutada de Mucusso.
Entretanto, no Domingo passado, portanto, já após o Encontro, recebi um telefonema do Médico Dr. Eustácio Ribeiro da Cunha, que nos acompanhou na ida para as Terras-do-Fim-do-Mundo e lá permaneceu até ser rendido pelo seu homónimo Cunha, mas Xavier, que lamentou não ter podido estar presente, enviando um abraço para todos os Camaradas. A razão da sua ausência deveu-se ao facto de, na qualidade de Cavaleiro da Ordem de Malta, ter sido destacado para a localidade de Pernes, na estrada que liga a Santarém, no início deste mês de Maio, para dar apoio aos peregrinos que se dirigiam a Fátima. Regressou a casa só no sábado seguinte ao da nossa Confraternização e estava a usufruir do merecido repouso. Todavia, disse: "para o ano não falto com toda a certeza".
Porque, dum modo mais ou menos generalizado, foi do agrado a utilização das instalações deste Restaurante, ficou assente que a Confraternização de 2018 será no mesmo local, mas com necessidade de alguns ajustamentos a fim de serem corrigidos alguns pormenores.







O Coronel-Médico Carrilho, o segundo contando a partir da direita

O Ajax quando pega no microfone ...





Antes de se partir o tradicional bolo


Historiando 1 Minuto de Silêncio:

Nós, Portugueses, deveremos divulgar e ter orgulho neste tipo de homenagem prestada a algo ou alguém, hoje prática disseminada pelo mundo afora.
Em 1912, quando chegou a Lisboa a informação do falecimento do grande estadista brasileiro Barão do Rio Branco -  a quem o Brasil deve a negociação com a Bolívia segundo a qual o actual Estado do Acre foi integrado naquele país-irmão, sem derramamento de sangue, pois houve negociação consubstanciada em compra - a então Assembleia da então novel República Portuguesa rendeu-lhe o merecido reconhecimento permanecendo 10 minutos em silêncio. Ficou instalado, a partir desse singelo mas valioso acto, um novo processo de reconhecimento de honra, reduzindo o tempo para 1 Minuto, hoje prática corrente no globo inteiro.
O Brasil ainda não prestou a merecida e devida veneração a este grande estadista brasileiro e muito amigo de Portugal. A História assim o exige.

Carlos Jorge Mota 

domingo, 9 de abril de 2017

CONFRATERNIZAÇÃO 2017 - 24ª

Meu Caro Camarada de Armas


Conforme deliberado há um ano atrás, no coração do Alentejo, iremos efectuar a nossa Confraternização de 2017 em Pombal, mais propriamente no MANJAR DO MARQUÊS, onde, em simultâneo, estarão presentes também os Camaradas da 2505, Companhia-Irmã do nosso Batalhão, embora cada Companhia irá ocupar o seu espaço próprio.
 
Assim sendo, a nossa 24ª Confraternização - como o tempo passa, pessoal, estamos todos bem seniores -  ocorrerá no dia 6 de Maio no restaurante citado, cujas coordenadas - para quem utiliza GPS - são: 39º 55’ 54,95” N   /    8º 37’ 41,43 W.


“Picadas” até ao objectivo:
Quem vem de sul pela A1 sai em Pombal, apanha a N1 (IC2) no sentido de Coimbra e anda cerca de 1 Km e vira à direita; quem vier de Norte pela A1 fará o inverso, isto é, sai em Condeixa, segue na direcção de Pombal cerca de 20 Km. O restaurante é bem visível, à esquerda.

10H00 – Início da concentração no Parque de Estacionamento do Restaurante
12H30 – Tempo para as habituais fotografias
13H00 – Almoço, precedido das habituais saudações e de 1 minuto de silêncio em homenagem
                 aos nossos Camaradas que já partiram.

O Preço da Refeição será uma agradável surpresa, pois, atendendo a que há um Camarada da 2505 que tem ligações directas com o Restaurante, será inferior ao que habitualmente suportámos.
.

Responde-me logo que possas – pode ser pelo telefone - e entretanto recebe um forte abraço. 
                                        


11 de Abril de 2017                        
                                                         
 Carlos Jorge Mota
 Telefone: 220 301 472
 Telemóveis: 919 862 347  /   933 302 262                                           

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OS SEIS NORTENHOS MAGNÍFICOS

Almoço quinzenal nos arredores do Porto, na Ponte da Pedra. Aqui, já no café. O número varia, consoante a disponibilidade de cada um. Neste, um novel bem branquinho, que parece Ajax. Mas ... faltaram quatro: Madureira, Sérgio, Fontes e Acácio Sampaio (este último do Batalhão de Cavalaria 2870).
Todos serão bem-vindos. Façam aumentar o número.


Carlos Jorge Mota

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

ROLA, ROLA! AQUI LEÃO!

KUANDO-KUBANGO (Terras-do-Fim-do-Mundo)



No dia 1 de Janeiro de 1970, ordem de avanço para sudeste da zona do Aquartelamento, para perto de Bambangando, para recolha dum GE (elemento dos denominados GE’s – Grupos Especiais constituídos por nativos normalmente armados com material capturado ao IN) que ficou doente no decurso duma operação em que estavam envolvidos naquela área.
Saída de manhã cedo, sob o Comando do Furriel-Miliciano Temudo, mas acompanhados também do Furriel-Miliciano Mota, que se ofereceu para a missão.
Atingidas as coordenadas fornecidas, via Rádio chamámos várias vezes “Rola, Rola!”, “Aqui Leão!”, senhas previamente combinadas para o contacto, mas, de “Rola”, … apenas silêncio.
Para aumentar o raio de acção de eventual contacto, apesar de possuirmos somente um Rádio, o nosso Grupo subdividiu-se em dois e dispersámo-nos por área mais alargada, na tentativa do som das viaturas poder ser audível pelo Grupo do GE. Novas chamadas, porém, silêncio absoluto…
Entretanto anoiteceu, e montada a indispensável segurança, dormimos na mata e sob chuva intensa e, pela primeira vez, utilizámos os Sacos-Cama que nos haviam sido recentemente distribuídos.
Logo de manhãzinha nova chamada via rádio, mas … apenas silêncio.
Contactada a Base, pedindo instruções face à situação, o Comandante do Grupo recebeu instruções para regresso imediato pois o GE em causa tinha já sido socorrido por outros meios, por nós desconhecidos.
Chegados à Coutada de Mucusso detecta-se então que falta uma Arma (G-3), provavelmente caída do Unimogue, talvez por entorpecimento físico do seu responsável dado que o ronronar do motor da viatura, acumulando o cansaço e o desgaste, a isso proporciona.
Na manhã seguinte, nova saída, mas com outro Grupo, que incorporava o Camarada em situação complicada, em busca da Arma. Felizmente, e para alívio geral, percorrido apenas parte do caminho em sentido inverso que esse militar tinha feito na véspera, a G-3 foi encontrada.
Todavia, no regresso, por abatimento repentino do terreno, que aparentava ser sólido, de um dos lados da viatura, uma Berliet virou-se e ficou de rodas para o ar. Houve discernimento e tempo para todos saltarem com segurança, ficando apenas o condutor dentro dela, mas, por protecção de mão-divina, saiu incólume. Entra em acção o guincho de um dos Unimogues e a Berliet é colocada na sua posição normal e pronta a arrancar.

Nota: Segundo se falava à época, Bambangando seria o local em Angola onde haveria maior concentração da Mosca do Sono razão por que antes de abalarmos para o Kuando-Kubango recebemos um reforço da Vacina contra esta doença.


Joaquim Costa
- então 1º Cabo de Armas Pesadas.